
Ontem à noite, durante a sessão de conversa diária (que é como quem diz quando o estou a adormecer e ele arranja diálogos para não adormecer)
- Mãe, como tu e o pai se separaram, quer dizer que eu vou ter um padrasto e uma madrasta!
- Sim, filho, um dia isso vai acontecer, o pai arranja uma namorada e a mãe também arranja um namorado.
Depois de ter ficado a pensar no que obteve como resposta e de eu lhe garantir que se um dia isso acontecer o meu amor incondicional por ele não será abalado e que o pai e a mãe serão sempre os mesmo, ele diz-me:
- Ó mãe, quando tu arranjares um namorado, que é o meu padrasto, ele tem de ser bonito. É que tu és tão linda que ele também tem de ser bonito.
E fiquei com o ego do tamanho do universo, pois com certeza. Porque sabe sempre bem ouvir um elogio ( e aos olhos do meu filho eu sou sempre a mais linda) e porque ele colocou de forma tão simples o facto de que eu um dia irei refazer a minha vida com outra pessoa. Facto esse que nem de proposito eu tinha estado a falar com a Florzinha.
E fiquei com o nariz arrebitado (para que conste, fui objecto de estudo há uns dias, quando uns amigos constataram que quando eu falava no meu filho a minha expressão facial alterava-se e consequentemente... o meu nariz arrebitava)